Tudo o que você precisa saber sobre o Código de Ética do Administrador

É quase impossível escrever tudo sobre o código de ética do administrador em apenas um post.

Entretanto, com este artigo você saberá todos os pontos relevantes que você precisa saber a respeito do Código de Ética.

Fiz uma pesquisa enorme para cobrir o maior número possível de assuntos a respeito do código de ética do administrador.

E para o artigo ficar completo não dá para tratar somente de código de ética.

Para falar tudo sobre o Código de Ética do Administrador é preciso ir além e estudar também a ética.

Portanto, preciso que compreenda.

Este artigo tem tudo o que o você precisa saber sobre o código de ética do administrador para ter um conhecimento geral sobre o assunto.

Acho melhor você dar um conferida na pesquisa que fiz e ver se o conteúdo pode te ajudar.

Veja o que você vai encontrar neste post:

Resolve sua vida? Dei o meu melhor na pesquisa e trouxe muito conteúdo bacana e de graça para você, bora conferir!

O que é o código de ética do administrador?

Bom, para começar precisamos entender o que é ética. Repare, eu disse entender, não conceituar.

Vou te confessar uma coisa, estou quase um ano e meio estudando ética e, as vezes, ainda preciso recorrer a conceitos de diversos professores para continuar a entender o tema.

Tenho a impressão de que cada conceito serve mais adequadamente a um momento e em um determinado contexto.

Portanto, não é só o conceito, trata-se de como o conceito pode melhor explicar a questão ou situação que você busca elucidar.

É isso mesmo, ética é teoria e como toda teoria você precisa vivenciar a prática para verificar sua efetividade.

Então, chega de papo e vamos estudar ética.

O que é ética?

Platão interpreta a ética a partir da ideia de que o mal não existe por si só.

Para ele é  um elemento natural, mas negativo,  na realidade da vida humana.

Ou seja a maldade está presente na vida humana.

Mas não significa que devemos aceitar esse mal e viver prejudicando o próximo para se dar bem (como Nazaré Tedesco).

O que fazer então?  Para Platão o homem deve usar o intelecto para controlar as emoções e desejos.

Mas o que Platão quer dizer com usar o intelecto?

Controlar as vontades para desenvolver virtudes em busca de ser uma pessoa correta ou do bem.

E claro, não agir em desacordo com as regras que a sociedade estabelece.

Bom, mas que regras são essas?

São aquelas inerentes ao ser humano, ou seja, tem a ver com a sobrevivência da raça humana.

Não matarás é um exemplo.

Tem a ver com algo soberano, com algo que transcende o físico ou a matéria.

E, embora seja possível você concordar ou discordar de muita coisa, no caso da regra de não matar, você TEM que aceitar.

Fora algumas raríssimas exceções, se você desrespeitar essa regra será preso.

Platão diz que o homem deve buscar a perfeição.

Mas, se ninguém é perfeito o que Platão queria dizer com isso?

Que dentro das regras que a sociedade estabeleceu, ser perfeito significa agir de forma a não desrespeitar regras soberana.

Como por exemplo tirar a vida do próximo.

Como posso saber o que é certo ou errado?

Onde está escrito que isso ou aquilo é errado? Vamos ver como isso é possível.

Vamos imaginar que somos sócios numa empresa de produtos estéticos. Você cuida das vendas e eu das compras, certo?

Você considera um absurdo usar animais em testes de cosméticos.

Entretanto, eu por outro lado, acho a coisa mais normal do mundo.

Como posso saber que não devo comprar uma matéria prima de um fornecedor que testa o produto em cães e gatos?  Eu valorizo o que é mais lucrativo.

Agora é a sua vez, então, você acha normal vender produtos sem nota fiscal, enquanto eu, acho um completo absurdo.

Percebeu como é complicado?  Como é possível saber o que cada um acha certo ou errado, permitido ou proibido?

O código de ética é uma régua de medir

Como podemos resolver nossa situação então?

Bom, é a máxima daquele ditado: combinado não sai caro.

Ou seja, é no código de ética que vamos resolver essa situação.

É no código de ética que os indivíduos daquela sociedade empresarial estabelecerão o que é correto para cada um deles.

Os conflitos precisam ser resolvidos e uma vez estabelecido o que é  a regra geral, todos sem exceção devem cumprir.

Caso contrário, pé na bunda e até segunda.

Então, não pense você que pode sair por ai fazendo o que dá na telha.

Vá lá no código de ética e veja o que está posto como certo ou errado, meça suas atitudes naquela régua.

Você assinou esse acordo, ou ainda vai assinar, quando se tornar um administrador(a) registrado.

Se não ler e não seguir as regras, pode ser dar muito mal.

Desse modo, podemos  afirmar  que  o  código de ética do  administrador nada mais é, senão um  conjunto de regras,  normas  e princípios  criados  para estabelecer aquilo que é  considerado  perfeito ou correto aos  administradores.

De forma bem didática, podemos afirma que o código de ética é uma RÉGUA de medir a conduta certa ou errada do administrador.

Para que serve o código de ética do administrador?

Por mais óbvio que pareça, um código de ética serve para muito mais coisa do que apenas como um código de ética.

Quando digo muito mais coisa, quero dizer que precisamos ir mais fundo na razão de existir de um código de ética, ou seja, seu objetivo de valor.

Confira comigo. 

Serve para trazer felicidade

Aristóteles enxergava a  ética sob  o ponto de vista de algo muito comum para todas as pessoas: a felicidade.

E  para ele os seres humanos buscam a felicidade a todo tempo. 

Todas as ações do homem são racionalmente pensadas e executadas para conquistar a felicidade.

Você deseja ser promovido(a) porque acredita que o status e o dinheiro extra vai trazer a felicidade.

E assim, temos as pessoas que fazem de tudo para conquistar o que querem ou seja, a felicidade.

Há pessoas que até trapaceiam, mentem, fazem fofocas e são capazes de atacar fisicamente e também psicologicamente para conseguirem o que querem.

Em grande parte do ambiente profissional a busca pela felicidade se materializa em sucesso profissional.

É considerado um profissional bem sucedido aquele que possui posses, posições sociais e prestígio perante um determinado grupo.

De forma geral, considera-se este um indivíduo feliz.

Contudo, essa batalha pelo topo das posições hierárquicas, pelos altos salários e pelo prestígio pode levar à obstinação pela meta e consequentemente, à condutas consideradas não éticas para um determinado grupo de pessoas. 

Serve para evitar que você seja sacaneado

Um dos principais objetivos do código de ética dos administradores é garantir que cada profissional tenha o direito de buscar a sua felicidade (no sentido de objetivo) sem ser sacaneado por ninguém.

As regras de conduta presentes no Código de Ética dos administradores estão ali para evitar que você seja atrapalhado por algum profissional antiético.

Dessa forma evita-se que um administrador, buscando a sua “felicidade” a todo custo, atrapalhe outro colega.

Um exemplo prático:

José e Pedro são colegas de trabalho na Rochas LTDA.

José é um administrador que se formou a mais de 4 anos.

Desde a saída da faculdade e trabalha duro para conseguir a vaga de Gerente Administrativo da empresa onde ele trabalha a mais de 10 anos.

Ser gerente administrativo é seu grande sonho, sua meta principal, é mais que isso: é sua felicidade.

Pedro é cara simples, fez o curso de tecnólogo em administração e acabou de passar em um processo seletivo interno para a vaga de Gerente Administrativo, a mesma que José tanto queria.

Embora seja mais velho, José não conseguiu ir bem nos testes. Pedro então ficou com a vaga.

A felicidade de Pedro é conseguir atingir a meta que a direção lhe passou, que é realizar uma grande reestruturação administrativa e garantir que a empresa economize milhares de reais.

José, sabendo do projeto de Pedro, teme ser demitido e resolve então fazer algumas fofocas sobre uma possível demissão em massa para fazer com que a reestruturação não aconteça.

Os funcionários boicotam o projeto e Pedro acaba sendo demitido por não ter conseguido fazer a reestruturação. 

O caso acima demonstra claramente uma conduta antiética de José em relação ao colega Pedro, ferindo o inciso XIV do 2º artigo.

Serve para manter a ordem

De forma simples, podemos dizer que o código de ética serve para definir a forma de um administrador se comportar perante a sociedade e outros administradores.

É no Código de Ética que estão as as bases para uma noção mínima de organização social dos profissionais.

O estabelecimento do estado social de direitos e deveres para a igualdade, a liberdade e a fraternidade dos administradores.

O código de ética serve para guiar os profissionais em seu papel “perfeito” como administrador.

Tudo o que é considerado correto para ser feito e errado para ser evitado está ali.

Se sua conduta não atender ao que está estabelecido, você sofrerá as consequências.

Se seguir as regras (em tese) será “perfeito” como administrador.

Porque foi criado o código de ética do administrador?

O Maratonista Abel Mutai, participava de uma corrida em Navarra na Espanha, e, na reta final, por algum motivo entendeu que havia cruzado a linha de chegada.

Reduziu o ritmo e começou a cumprimentar o público, acreditando que tinha vencido a prova.

O segundo colocado, o espanhol Ivan Fernandez Anaya, percebendo que Abel Mutai estava equivocado ao parar a 10 metros da linha de chegada, tomou uma decisão incomum.

Reduziu a velocidade, permanecendo em segundo lugar e informou ao queniano que prestasse a atenção pois o fim da corrida ainda não havia chegado.

O queniano foi praticamente empurrado pelo espanhol até a linha de chegada sendo o vencedor.

Esse fato real nos mostra o impacto que uma postura ética e moral tem sobre nossas vidas no dia a dia.

Um campeão de mentira nunca será um campeão

“Ainda que tivessem me dito que eu ganharia uma vaga na Seleção espanhola para disputar o Campeonato Europeu, eu não teria me aproveitado.”

Essas foram as palavras do corredor espanhol em entrevista após a corrida.

Ele poderia ter avançado, ultrapassado o queniano e vencido a corrida.

Isso respeitava a regra do jogo. Ele seria o vencedor. Receberia o título.

Ninguém poderia questioná-lo, era a regra do jogo.

Deixar o queniano vencer, porque ele venceria de qualquer maneira se não tivesse se enganado, foi uma postura que em sua visão, era moral.

 

Mas quem disse que Ivan Fernandez Anaya fez o correto?

Ninguém disse, não estava escrito em lugar nenhum, muito menos no regulamento da corrida.

O comportamento teve a ver com a origem de Ivan, sua criação, sua educação.

A ética individual do espanhol o impedia de se considerar vencedor de algo que ele sabia que não era.

Com esta atitude, Anaya agradou multidões que pensavam como ele, mas, desagradou a outros, incluindo seu técnico.

E você, o que faria?

O Código de Ética e o Administrador

O atleta da história acima agiu conforme regras pessoais internas desenhadas ao longo de sua jornada de vida.

Quando nos tornamos administradores trazemos conosco nossos valores morais familiares

Os quais nem sempre são uniformes e condizentes como os valores morais dos outros administradores.

Então, como garantir que todos os profissionais da área se portem de forma digna, ética e respeitando o interesse de outros administradores e da profissão em geral?

Foi exatamente para isso que foi criado o Código de Ética do Administrador.

Afinal, um indivíduo, ou categoria profissional, só será aceito em uma determinada sociedade se tiver ações morais e éticas que correspondem aos padrões daquela sociedade.

Mas como saber o que é certo e errado para o grupo que você quer fazer parte?

Simples, basta que exista uma régua, um medidor, um padrão.

Um código de conduta moral capaz de ser um instrumento para enquadrar, como certo ou errado, os atos de um administrador.

Assim, se os administradores não estabelecessem um código de ética, tudo poderia ser permitido.

Não haveria como medir o que correto ou o que é errado.

Ou seja, qualquer conduta, imprópria para mim poderia ser, na verdade, legítima para meu colega administrador.

Isso torna a criação do Código de Ética do Administrador uma peça fundamental para a existência de nossa categoria profissional.

Como surgiu o Código de Ética do Administrador

Já sabemos o que é o código de ética do administrador e porque foi criado.

Agora, vamos fazer um breve apanhado histórico de como surgiu nosso código de ética.

O Código de Ética dos Administradores foi criado através da lei 4.769/65, regulamentada pelo Decreto Federal 61. 934/67.

Essa lei dispôs sobre a profissão de administrador e tratou da criação e atuação do Conselho Federal e Regionais de Administração.

Além disso, estabeleceu as regras do exercício profissional de administração e as atribuições dos Conselhos.

Uma das atribuições do Conselho Federal de Administração descrita na lei 4.769/65 é a criação e alteração do Código de Ética do Administrador.

História do Código de Ética do Administrador

O surgimento do Código está relacionado com a necessidade de orientar a conduta dos profissionais e proceder ao Julgamento de processos, relativos a incorreções.

São mais de 49 anos de Código de Ética.

Ao longo desses anos ocorreram muitas mudanças sociais e históricas que influenciaram nas alterações feitas no Código de Ética do Administrador.

Portanto, abordaremos a seguir as principais mudanças que ocorreram no texto, que trazem aspectos importantes da evolução do Código de Ética do Administrador.

Quando surgiu o primeiro Código de Ética do Administrador?

O Código de 1969.

A primeira versão se chamava: Código de Ética dos Técnicos de Administração.

Ela foi criada em 27 de Novembro de 1969, através da resolução 43/69.

Dezesseis anos depois, em 1985 através da Lei 7.321, substituiu-se “Técnicos de Administração” por “Administradores”.

Outras alterações foram feitas no Código de Ética do Administrador em 1979, 1992, 2001, 2008, 2010 e 2018.

A primeira versão do texto mostrava a necessidade da profissão de Técnico de Administração refletir os padrões éticos e morais que estavam presentes na sociedade da época.

Possuía apenas três páginas e quatro artigos que traziam as primeiras determinações aos profissionais registrados.

Portanto, tinha o objetivo de regular a conduta moral e profissional e indicar normas para a atividade profissional e para as relações dos administradores entre si e com a sociedade.

A relação de “obediência” ou sujeição do administrador ao sistema CFA/CRA era citada de forma clara.

Três formas de punição no caso de descumprimentos das determinações do Código foram citadas:

  • a advertência;
  • a suspensão;
  • e o cancelamento da inscrição e registro no Conselho.

Quais as mudanças ocorridas no Código de Ética ao longo dos anos de 1969 a 2018?

Atualização do Código de Ética do Administrador em 1979

Em 1979 ocorreram mudanças na estrutura do documento tornando-o mais organizado.

O Código de ética do Administrador foi dividido nos seguintes capítulos:

  • do objeto,
  • dos deveres,
  • das proibições,
  • dos honorários profissionais,
  • dos deveres especiais em relação aos colegas,
  • dos deveres especiais e relação à classe e
  • disposições finais.

Duas mudanças importantes ocorreram na versão de 1979, a inclusão dos honorários da profissão e a exigência da identificação do número de registro após a assinatura.

As penalidades foram remodeladas e agora se dividiam em:

  • advertência escrita;
  • advertência reservada;
  • censura pública;
  • censura na residência específica;
  • multas;
  • suspensão do exercício da profissão por tempo não superior a 90 dias prorrogável por igual período se persistirem as condições motivadoras;
  • e o cancelamento do registro com a divulgação do ato para conhecimento de terceiros.

Atualização do Código de Ética do Administrador em 1992

Feita através da Resolução 128/92, com a intensão de refletir sobre o novo papel do Administrador no processo de desenvolvimento do país.

A alteração de 1992 trazia o conceito de ética que permanece o mesmo na atual alteração de 2018.

Destaca a importância dessa busca com enfoque social e profissional.

No âmbito profissional deveriam ser levadas em conta as relações com o cliente e com os demais envolvidos.

Enquanto que no âmbito social, o Código citava elementos como o bem comum, valores e função social da organização.

Desta forma, além da temática da relação profissional dos códigos anteriores, aborda o papel do administrador na sociedade.

CEA - Capítulo III Dos Deveres - artigo 6º

Nessa versão surge o capítulo dos direitos, e as normas procedimentais do processo ético.

As sanções disciplinares ganham um capítulo próprio e as disposições sobre os Tribunais de Ética dos Administradores foram ampliadas.

Agora, as normas procedimentais se assemelharam ainda mais ao processo jurídico.

 Atualização do Código de Ética do Administrador em 2008

O código se direciona ao desenvolvimento do profissional da administração.

Estimulando que o administrador amplie sua capacidade de pensar, de visualizar seu papel e tornar sua ação mais eficaz para a sociedade.

O administrador perde o papel de agente social inserido na versão anterior.

O código confirma seu caráter regulador tratando das questões referentes à relação entre os administradores e do sistema CFA/CRAs.

Ele também traz uma divisão entre o Código de Ética propriamente dito e o Regulamento do Processo Ético do Sistema CFA/CRAs.

Atualização do Código de Ética do Administrador em 2010

Aprovada pela Resolução 393/10, possuía o mesmo conteúdo da versão anterior.

Porém, com a alteração na nomenclatura dos administradores que passaram a ser chamados de “profissionais da administração”.

Abrangendo tanto os bacharéis em administração quanto os técnicos e tecnólogos.

Atualização do Código de Ética do Administrador em 2018

A versão atual do Código de Ética dos Administradores é recente.

Foi publicada em 22 de Março de 2018 pela Resolução Normativa CFA nº 537.

Nessa edição ocorreram muitas mudanças nos deveres de conduta dos profissionais de Administração com a intensão de atender às demandas da atualidade.

Também ocorreram alterações no que diz respeito às infrações e aos prazos processuais para uma maior celeridade dos processos.

Além disso, foram criadas as Comissões Permanente de Ética e Disciplina no CFA e CRAs para julgar os processos éticos.

E quanto a quem criou o Código de Ética do Administrador?

Praticamente nenhuma informação sobre os criadores do Código de Ética do Administrador está disponível.

Nossa equipe de redatores até solicitou as informações ao CFA, mas, NADA… (continuamos esperando…).

Queríamos informações como: nomes, formação, atuação profissional, experiência profissional, histórico ético e moral e etc.

Mas, já que não foi possível ter acesso à essas informações, levantamos outros questionamentos em relação aos criadores do Código de Ética do Administrador.

O que eu deveria saber sobre quem criou o código de ética do administrador?

  • Se são administradores.

O Código de Ética dos Administradores, foi feito pra administradores e é interessante que tenha sido pensado, formulado e aprovado por administradores.

Afinal, os únicos que saberão suas necessidades e o delicado equilíbrio de suas relações interpessoais são os próprios envolvidos.

  • Se são pessoas éticas e responsáveis

Ninguém aceitaria um código de ética feito por pessoas sabidamente antiéticas ou de má reputação.

Rapidamente esse Código de Ética estaria fadado ao fracasso porque questionamentos viriam de todos os lados, e com razão.

Afinal, não dá para ter as diretrizes éticas do convívio e posturas da profissão decididos por pessoas nas quais não confiamos.

  • Se são autoridades constituídas pelos administradores

Não importa o quão honesta, ética e profissional seja uma pessoa.

Se ela não for uma autoridade no meio dos administradores dificilmente terá voz ativa para definir o Código de Ética.

O que nos leva a outra questão, o nível de autoridade que eles possuíam diante da classe.

É certo que a opinião de todo os administradores deveria ser ouvida, mas, será que isso foi respeitado?

Quando foi instituído o primeiro Código de Ética dos administradores, era mais complicado consultar a opinião dos profissionais da área.

Mas com a tecnologia presente hoje essa tarefa se tornou muito mais fácil.

Consulta online, votação, não importa, os profissionais registrados nos CRAs deveriam ser consultados sobre as mudanças a serem feitas no Código de Ética do Administrador.

Para isso os representantes reconhecidos da categoria deveriam iniciar o processo de consulta.

A responsabilidade de criar ou alterar o Código de Ética do Administrador estará sempre nas mãos de autoridades votadas/escolhidas pelos próprios administradores.

Isso nos chama a atenção para a seriedade das eleições para a definição dos representantes dos CFA/CRA.

  • Se conhecem a realidade do mundo da administração.

Não há como definir comportamentos e diretrizes para o exercício da profissão sem conhecer a realidade em que os profissionais estão inseridos.

Essa é uma das causas do porquê os profissionais de administração deveriam ser consultados sobre mudanças no código de ética.

As mudanças ocorrem em velocidades cada vez maiores na sociedade.

E o conceito de ética, e como as pessoas vêem o que é certo ou errado, também deve ser reavaliado.

Isso não significa abrir mão de tudo o que se considera ético e bom.

Apenas, que as diretrizes éticas da profissão precisam ser revistas.

Sempre com a finalidade de atender as complexas demandas de uma sociedade em constante transformação.

  • O que motivou a alteração o código

Alguns pensamentos que embasam a noção ou o conceito de ética são filosóficos.

Independente disso, a ideia central das mudanças feitas no código de ética do administrador foi atualizar os deveres de conduta dos profissionais de Administração para atender as exigências da atualidade.

E por esse motivo, segundo o site do CFA, cerca de 90% do Código foi alterado na versão de 2018.

Ainda há outras duas perguntas importantes sobre quem criou o código de ética dos administradores:

  • Eles cumprem/cumpriram o que escreveram?
  • Como que eles pensaram em supervisionar se o código está sendo cumprido?

É claro que todos querem que o código de ética seja cumprido por TODOS os profissionais de nossa categoria.

E que esse código de ética não exista apenas no papel.

Para isso, nossa responsabilidade diária é seguir o determinado no código de ética do administrador.

Além disso, devemos também fiscalizar se nossos representantes e colegas de classe fazem o mesmo.

Portanto, devemos fiscalizar as ações dos representantes de CFA/CRA para que eles também atendam as regras de nosso código de ética.

Acompanhar de perto suas deliberações, as lutas em nome da classe, a que objetivos defendem e a que custo lutam por eles.

E para termos um mercado competitivo, íntegro e ético, devemos denunciar qualquer comportamento que esteja em conflito com nosso código de ética.

Devemos pôr em prática diariamente dois valores que se relacionam com a ética, foco desse artigo:

Valor da confiança

É a certeza de que alguém agirá de determinada forma ou cumprirá determinado combinado.

Quando confiança refere-se ao comportamento de alguém, ela se torna um valor ético.

E isso se repete em todas as relações, quer sejam profissionais, sociais, amorosas e etc.

Afinal, quando você vai viajar de avião, ao embarcar, você pede a comprovação da qualificação do piloto e sua tripulação?

Não. Você confia que se eles são qualificados para desempenhar a função deles.

Da mesma forma, confiamos que os criadores do código de ética do administrador e todos os administradores que exercem a profissão atendam as diretrizes do Código.

Valor da verdade

Ocorre quando se presume que a informação ou situação exposta seja verdadeira.

Na RN CFA Nº 04/79 encontramos a informação de que o Código de Ética do Administrador visava regular a conduta moral e profissional do administrador.

Além de indicar normas que deveriam inspirar o exercício das atividades profissionais.

A alteração ao código feita em 2018, descreve que o cumprimento das finalidades institucionais do CFA inclui o permanente zelo com a conduta dos profissionais inscritos nos quadros dos CRAs.

Considerando essas afirmações sob o princípio da verdade, os administradores podem então cumprir as diretrizes de seu código de ética e fazer valer o seu dever de fiscalização e denúncia em caso de desvios.

Dessa forma a profissão é valorizada e respeitada.

E o mercado de trabalho se torna mais justo para todos os profissionais da área.

Qual a versão atualizada do Código de Ética dos Profissionais de Administração?

Como vimos no texto acima, houveram muitas mudanças no CEPA ao longo dos últimos 50 anos.

A última mudança feita ocorreu em 2018.

E o que a motivou foi justamente a necessidade de atualizar os preceitos do CEPA para adaptá-lo à uma sociedade que muda cada vez mais rápido.

A alteração foi feita através da Resolução Normativa CFA nº 537.

Nessa edição ocorreram muitas mudanças nos deveres de conduta dos profissionais de Administração.

Também ocorreram mudanças nas infrações e nos prazos processuais para uma maior celeridade dos processos.

Além disso, foram criadas as Comissões Permanente de Ética e Disciplina no CFA e CRAs para julgar os processos éticos.

Espero que tenha gostado do conteúdo.

Então, curta e compartilhe com seus amigos administradores.

Até breve.

Código de Ética dos Profissionais da Administração Comentado

Um livro essencial para acadêmicos de administração e profissionais da área que desejam conhecer todos os seus direitos e saber como se portar em seu ambiente de trabalho.

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Jadir Tosta Junior

Trabalhei por mais de 10 anos em grandes multinacionais como: Unilever, XEROX e VONDER. Atuo como Administrador concursado desde Novembro de 2011 em um órgão no Estado do Espirito Santo. Sou apaixonado por marketing digital e também por empreendedorismo, por isso, passo parte de minhas noites atuando como Consultor de Marketing de Digital/Inbound Marketing e Vendas pela internet e principalmente, fazendo algo que adoro: escrever aqui no blog.

46 comentários em “Tudo o que você precisa saber sobre o Código de Ética do Administrador”

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Comentários encerrados.

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