Existe uma mentira confortável no discurso corporativo da atualidade: a ideia de que produtividade é infinitamente escalável. Basta o método certo, o aplicativo correto, a técnica adequada.
A realidade nas organizações conta outra história, veja:
- Você já passou 40 minutos em uma reunião que poderia ser um email?
- Preencheu formulários redundantes?
- Respondeu à mesma pergunta três vezes porque ninguém lê os protocolos?
Isso não é falta de produtividade pessoal – é o sistema funcionando exatamente como foi projetado: gerar trabalho, não para eliminá-lo.
A verdadeira produtividade começa quando você aceita que:
- Nem toda tarefa merece ser otimizada (algumas só merecem ser eliminadas)
- Estar ocupado não é sinônimo de estar produzindo valor
- O sistema não vai recompensar você por ser mais eficiente – apenas vai lhe dar mais trabalho
A pergunta não é “como fazer mais?” Mas sim: “o que realmente precisa ser feito?”
E a resposta honesta, na maioria dos casos, é: muito menos do que você imagina.
O que acontece quando paramos de medir nossa existência pela métrica corporativa de output?
Este é o tipo de clareza que você não vai encontrar em livros de gestão de tempo.
Para reflexões mais profundas sobre trabalho, propósito e ilusões corporativas, conheça [O Observador Ordinário].